Pular para o conteúdo
Museu do Corpo de
Fuzileiros Navais
Agende sua visita
Painel sobre Rachel de Queiroz no Espaço CFN e a Sociedade

Mulheres no Corpo de Fuzileiros Navais: histórias que marcaram a corporação

A história do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) também foi escrita por mulheres: uma rainha que criou a tropa, uma ex-escravizada que virou Fuzileira Honorária, a esposa de um almirante que deu à corporação o seu lema e, hoje, mulheres que servem em todos os postos e quadros do CFN.

D. Maria I, a fundadora

Painel sobre D. Maria I, que criou a Brigada Real da Marinha em 1797
D. Maria I

Primeira rainha reinante de Portugal, D. Maria I criou a Brigada Real da Marinha pelo alvará de 28 de agosto de 1797. A Brigada é a origem do Corpo de Fuzileiros Navais. A rainha veio ao Brasil com a Corte em 1808 e morreu no Rio de Janeiro, em 1816. Seus restos mortais foram levados para Lisboa em 1821.

Paula Baiana, Fuzileira Honorária

Painel sobre Paula Baiana, Fuzileira Honorária do Batalhão Naval
Paula Baiana

Paula, uma mulher negra e ex-escravizada, ficou conhecida por alimentar os Fuzileiros com comida ligeira cerca de sete anos após a abolição da escravatura. O Comandante do Batalhão Naval a levou para a Fortaleza, onde ela montou a cantina "Mafuá da Baiana".

Paula aprendeu os toques de corneta e, todos os dias, na chegada do Comandante, perfilava ao lado do tabuleiro e prestava continência. Ganhou o garança, uniforme histórico do CFN, e desfilava no 7 de Setembro de saia engomada e gorro de fita. Tornou-se Fuzileira Honorária do Batalhão Naval e, ao morrer, em 1935, foi sepultada com honras de Segundo-Sargento.

Violeta Telles Ribeiro e o lema ADSUMUS

Painel sobre Violeta Telles Ribeiro, que sugeriu o lema ADSUMUS
Violeta Telles Ribeiro

O Almirante de Esquadra (FN) Leônidas Telles Ribeiro pediu à esposa uma sugestão de divisa para a corporação em 1958, às vésperas dos 150 anos do CFN. Enquanto ele saía para uma caminhada, D. Violeta escreveu a proposta:

"Qual a divisa apropriada para os Fuzileiros do Brasil? ADSUMUS, ou seja, aqui estamos, prontos para servir, lutar e vencer."

ADSUMUS é, até hoje, o lema dos Fuzileiros Navais.

Rachel de Queiroz, Madrinha do CFN

Busto de Rachel de Queiroz, Madrinha do Corpo de Fuzileiros Navais
Rachel de Queiroz, Madrinha do CFN

Primeira mulher a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, Rachel de Queiroz defendeu e exaltou os Fuzileiros Navais ao longo de toda a vida. Tanto carinho lhe rendeu o título de Madrinha do CFN. São dela duas frases repetidas até hoje pela tropa:

"Quando se houverem acabado os soldados do mundo, quando reinar a paz absoluta, que fiquem pelo menos os Fuzileiros Navais, como exemplo de tudo de belo e fascinante que eles foram."

"Não há guerra sem fuzileiro!"

Emilinha Borba, a "Favorita da Marinha"

Painel sobre Emilinha Borba, a Favorita da Marinha
Emilinha Borba

Emilinha Borba, eleita Rainha do Rádio em 1953, foi uma das vozes mais populares do Brasil no século XX. Sua ligação com a Marinha ficou eternizada nas interpretações de "Aí Vem a Marinha" e "Cisne Branco".

Mulheres nas fileiras do CFN

AnoMarco
1980O Ministro da Marinha, Almirante de Esquadra Maximiano Eduardo da Silva Fonseca, cria o Corpo Auxiliar Feminino da Reserva da Marinha (Lei nº 6.807, de 7 de julho de 1980). A Marinha se torna a primeira das Forças Armadas brasileiras a admitir mulheres.
2001As primeiras mulheres ingressam no CFN, no quadro de músicos.
2015Formam-se as primeiras Oficiais do Corpo Auxiliar de Fuzileiros Navais, as Tenentes Débora Ferreira de Freitas e Gizelle Rebouças.
2016A Tenente Débora, primeira Oficial combatente do CFN, integra o 25º Contingente do Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais no Haiti.
2022A Banda Sinfônica do CFN tem, pela primeira vez, uma regente mulher.
2024Ingressa a primeira turma de mulheres Soldados Fuzileiros Navais. Naquele ano foram duas turmas e, desde então, são duas turmas por ano.
HojePara todos os postos e quadros do CFN, o ingresso é feito por concurso público nacional, aberto a homens e mulheres.

Pelo pioneirismo, o Almirante Maximiano é lembrado como Patrono das Mulheres Militares da Marinha. No museu, o Pátio Almirante Maximiano leva seu nome.

São quatro séculos em uma visita

Gratuita e guiada. Grupos com 10 ou mais pessoas agendam pelo e-mail.

Agende sua visita